Doce e salgado
1 minuto Eu fiquei olhando aquele encontro de águas como quem escuta uma conversa antiga. De um lado, o rio vinha manso, quase tímido, carregando folhas, lembranças da serra, pequenos segredos que só quem atravessa pedras conhece. Do outro, o mar respirava largo, salgado, imenso, com aquele jeito de quem já viu o mundo inteiro e ainda assim continua esperando. E ali estavam os dois. Não houve anúncio, nem aplauso. O rio não pediu licença. O mar não se moveu para impressionar. Apenas se Continue lendo→